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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Votação: Conto erótico

Está aberta (ui!) a votação para o tema mais... profundo (ui, ui!) do Duelo de Escritores.

Você tem até o dia 30 de agosto para deixar seu voto. Ele pode decidir quem escolhe o próximo tema.

Vota! Vota! Vota! Vota!

Joe, o Cara

02/10/06

Anne tinha a fama de ser a melhor chupada do estúdio. Depois de catar entre conversas de banheiro uns comentários sobre o assunto, decidi tirar a limpo.

Diziam que ela não era tão fácil assim. Mas eu não me preocupei. Afinal, eu sou Joe. E não me autodenomino Joe Balanoglossus à toa. Para os que nunca se preocuparam em procurar uma alcunha digna do seu cacete, o Balanoglossus é um verme gigante de um metro que vive enterrado na areia.

Procurei Anne numa tarde de trabalho normal. Ela era secretária de um dos figurões da empresa, que já devia ter comido ela de todos os jeitos. O cara não estava, então entrei na sala.

Ela me olhou com cara de surpresa. Não era gostosa como as atrizes top de linha, mas tinha aquela cara que você olha de longe e fala: "é boqueteira".

Cheguei do lado dela, ainda sentada na cadeira, e abri meu zíper. Botei Big Joe para fora. Ela arregalou os olhos, depois arreganhou os lábios. E caiu de boca, sofregamente, como se meu pau fosse um delicioso picolé com recheio de leite condensado.

Não era bem leite condensado, mas veio logo, tamanha foi a força que ela aplicava. Gozei na boca dela, sem avisar. Ela engoliu, parecendo adorar, e buscou até a última gota com a língua. Fechei a calça e saí fora.

Mais tarde, no apartamento, tomando minhas doses triplas de toda noite, fiquei relembrando a cena. Tinha um pedaço de papel com uma caneta sobre a mesa, que a empregada usava para anotar recados. Peguei-o e comecei a escrever.

"Com a boca se abrindo
Chupou-me como louca
E com o cacete reluzindo
Lambeu-lhe toda porra"

Fiquei encantado com minha capacidade poética. Decidi ligar para Rachel e lhe dizer que queria lançar um livro de poesias. Ela não gostou de ser acordada, odiou quando soube que era eu, e ficou profundamente enojada quando declamei-lhe minha obra. Disse que, se eu queria comê-la, não seria daquele jeito que chegaria lá.

Demorei um pouco para convencê-la de que era sério, e passou de profundamente enojada a completamente horrorizada. Perguntou enraivecida se eu queira jogar minha imagem e carreira fora desse jeito estúpido. Respondi que sim e desliguei. Em cinco segundos o telefone tocou e era ela, dizendo que não ia deixar todo seu trabalho ir por água abaixo porque eu era um idiota. Perguntei então se ela toparia trepar comigo para não perder sua maior fonte de renda, e ela se despediu me mandando tomar no cu e dizendo que "louca" e "porra" era uma rima péssima.

Acabei de entornar minhas doses, relendo as linhas e pensando no meu livro, Como o usual, dormi bêbado no sofá. Quando acordei no outro dia, reli o papel, amassei e joguei fora. Realmente, a rima não era tão boa assim.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Lábios

Riam sem parar. As maçãs do rosto já doíam, o abdômen contraído também reclamava. O efeito do álcool já tinha chegado há muito à cabeça. Entre risadas e olhares, as mãos se encontraram sem querer. Depois das mãos, foram os lábios. E como numa seqüência óbvia de fatos, os corpos logo se procuraram.

Primeiro as mãos trêmulas desabotoaram a blusa, deixando os seios fartos à mostra. A peça de roupa foi jogada ao chão, assim como a lingerie delicada abaixo dela. As outras mãos logo fizeram o mesmo, deixando os dois corpos a se observar.

Bruna inclinou-se para frente e, com a ponta da língua para fora da boca, passou a lamber o mamilo rosado em movimentos circulares. Um gemido preso no fundo da garganta escapou baixinho, quando Sofia mordia os lábios e puxava os próprios cabelos junto à nuca. O tesão tomou a menina, que de santa, já não guardava nenhum pudor. Agora era ela que avançava sobre a mais experiente, tentando, desajeitada, dominar a situação.

Não sabia direito o que fazer, não conseguia decidir onde se demorar mais, que lugares buscar e até onde queria chegar. Frente ao nervosismo da amante novata, sua amiga uniu as pernas, esticou-se para trás e disse, com a voz mais melosa do mundo: “tira”.

As mãos assustadas percorreram as coxas bem torneadas subindo pelos quadris por baixo da mini-saia. Sentiram as tiras laterais da calcinha e a puxaram para baixo, suavemente. Bruna fechava os olhos, sentindo o prazer da liberdade. Quando a calcinha chegou aos joelhos, Sofia deixou que caíssem ao chão, enroladas junto aos tornozelos.

A reação foi automática e os joelhos afastaram-se, deixando à vista aquilo que Sofia nunca soube querer. Hesitou por alguns instantes, mas o olhar de Bruna a convidava para aventurar-se em sua carne. Sofia aproximou-se lentamente e começou a lamber a parte de dentro das coxas da colega de classe, enquanto esta se contorcia de prazer. O sofá logo estava molhado de suor, e deixava de ser confortável para as duas amigas que já não conheciam mais censura ou razão.

Bruna pegou a mão de Sofia e fez com que a seguisse até o quarto. Apagou a luz e caminharam juntas até a borda da cama. A mais tímida das duas sentou assustada na ponta do colchão, sem saber ao certo se escondia o corpo com os braços, enquanto a mais experiente acendia o abajur ao lado da cama. Sofia se deitou, ainda receosa, e repousou a cabeça no travesseiro verde desenhado de fadas. Bruna aproximou-se pelo pé da cama e sentou ao lado da amiga. Desabotoou lentamente a calça jeans e puxou com calma, para não assustar ainda mais Sofia, que respondeu com um sorriso tímido.

A língua quente de Bruna logo chegou à virilha de Sofia, que gemeu sem conseguir se conter. A saliva se espalhava pelas coxas, pela barriga e por cima da calcinha. Quando o corpo de Sofia relaxou, involuntariamente, Bruna puxou a calcinha para o lado e, sem tirá-la, lambeu com vontade o sexo úmido de sua parceira, que largou um suspiro fundo e sem vergonhas. A língua percorreu cada centímetro de seu sexo, oferecendo prazeres que ela nunca pensara ser possíveis de existirem.

Sofia sorriu, gemeu, suou. Entrou em um torpor que se apossou de cada um de seus músculos, um por um. Naquele instante, esqueceu do ex-namorado, dos pais conservadores, de seus medos e pudores. Naquele instante, gritou de prazer e foi feliz.

Emanuella e Leonardo

Era a segunda vez que ela entrava por aquela porta. No grande candelabro que pendia do teto, as luzes despertaram iluminando a sala. Emanuella pôde rever o lugar onde tudo começara. Os quadros na parede, o piso claro contrastando com os sofás negros estampados onde ela estivera sentada da última vez. Leonardo fechou a porta fazendo-lhe sinal para entrar. Ela sentou deixando de lado a bolsa, observando com o canto do olho ele se aproximar e parar na sua frente, de pé. Ela levantou a cabeça aparentemente meio tímida, mas com um sorriso maroto nos lábios, ajeitando o cabelo atrás da orelha. O rapaz a olhava sorridente e, tomando-a pela mão, fez com que levantasse.

— Não quer ficar na sala? Ela perguntou sorrindo nos olhos dele.

— A sala você já conhece, você não queria ver a minha biblioteca?

— Aquela que você disse que ficava na estante ao lado da cama? Falou piscando com malícia.

Ele apenas sorriu e, de mãos dadas com ela, saiu pela porta rumo ao corredor que levava ao interior da casa. Pelo corredor, cruzaram a cozinha e logo depois uma porta fechada. Vendo que o olhar de Emanuella se deteve ali, Leonardo antecipou-se:

— É o porão. Não tem nada demais. Nada que você vá gostar de ver, de qualquer forma. Só coisas sem valor e pouca luz. Ele disse, enquanto passavam por uma escada que levava ao sótão.

— Uh! Um sótão! Sou apaixonada por sótãos. Acho tão legal.

— Mesmo? — ele perguntou — Eu também! Mas agora ele tá um pouco bagunçado. Muita coisa velha. Tenho que tirar um tempo pra fazer uma boa faxina e abrir espaço pra móveis novos.

— Sei... E um dia você me mostra? Ela perguntou com os olhos brilhando.

— Só se você se comportar, Ema. Ele brincou em resposta.

Ela aproximou o rosto dele, desafiante, e perguntou: — E se eu não me comportar, Leon...

Antes que ela terminasse a frase, ele a tomou pela cintura e cingiu-lhe os lábios com um beijo ofegante, intenso. Quando os lábios se afastaram ela aproximou a boca do ouvido do rapaz e sussurrou: — Você não ia me mostrar a sua biblioteca?
Ao atravessar a porta no final do corredor, ela conheceu o quarto. Um armário simples em uma parede; no centro uma grande cama de casal, guarnecida por apenas um criado mudo e, na outra parede, ao lado da cama, uma estante de madeira branca bem acabada, destacando o colorido das capas de livros. Ela aproximou-se devagar da estante, sentindo as mãos de Leonardo tocarem-lhe o vestido sobre os quadris, e seu respirar logo atrás de si, arrepiando-lhe a nuca delicada.

Ela percorreu com o dedo, de cima a baixo, a lombada do Madame Bovary, lembrando das piadas daquele primeiro encontro e sentindo o zíper escorregar-lhe pelas costas, da nuca até a cintura, mimentizando o movimento que fazia no livro. Sentiu na orelha o hálito quente, ouvindo baixinho a respiração de Leonardo, enquanto o vestido escorria-lhe pelo corpo, pousando no chão. A pele arrepiou-se sentindo o homem às suas costas e todos aqueles tantos, na estante, a sua frente. Desvendando-lhe a nudez da lingerie que despencava do corpo indo unir-se ao vestido aos pés da estante. Ela com as mãos passando pelos livros, descobrindo-lhes as capas, enquanto ele, também com as mãos, percorria-lhe o corpo, descobrindo-lhe os segredos. Ela, que estava diante de tantas histórias, sentia-se cada vez mais envolvida pela sua. Sentiu o jeans roçar-lhe a coxa enquanto descia, e sentiu-o passar pelas panturrilhas a caminho dos tornozelos de Leonardo. Pousou as mãos da estante, em suspense, tocando com os dedos o Marquês deslumbrado por seus Crimes de Amor. Passaria ele cento e vinte dias assistindo aquele corpo arrepiado, de seios eriçados nus oferecendo-se a ele. Emanuella sentiu o rijo contato com um arrepio, inclinando os seios de menina quase a tocar o rosto de Nabokov, provocando o russo, entregando-se ao brasileiro. Leonardo lhe cingiu as ancas com as mãos enquanto ela lhe cingiu o falo com o sexo quente. Entregaram-se um ao outro, ritmados, envoltos por tantas histórias; ela sendo possuída por todas. Uma das mãos lançadas atrás, agarrada à coxa do consorte, enquanto a outra já apertava Sade com força crescente, que se deleitava sob as unhas da espanhola. No pescoço, sentia os dentes de Leonardo em contraste com os lábios macios, e o roçar de uma barba de três dias. Do alto, invejoso, Stoker empoleirava-se gótico, qual gárgula sedento. Olhando por sobre o ombro, Emanuella matou a própria sede dos lábios de Leonardo. Lábios nos lábios, línguas nas línguas, sexos nos sexos. Ela pressionada entre o brasileiro e todos aqueles na estante, num ritmo cada vez mais intenso. Os dois ofegantes, provocando todas aquelas histórias com a sua, muito vívida, mais quente, mais úmida. Com mão lançada para trás tocou o abdome do rapaz afastando-o. Apenas espaço e tempo suficientes para virar-se de frente para ele e puxá-lo de volta de encontro aos seus seios. Os corações batendo-se um contra o outro, precisos, velozes. Os sexos, separados, se reencontraram num beijo úmido, as línguas se abraçaram nas bocas quentes. E pernas espanholas envolvendo a cintura que retornava para ela. As mãos dele agarrando lhe as coxas enquanto suspendia o corpo pressionado à estante. Às nádegas ofertadas a um velho safado que se divertia com as crônicas daquele amor louco, enquanto, ao seu lado, três meninas perdidas saiam dos quadros de Moore para acrescentar mais aquela história as suas.

A estante tremia com os amantes, todos num mesmo ritmo. Cada vez mais intenso, cada vez mais acelerado, com um balançar frenético que expeliu os livros. Emanuella com braços e pernas envolvendo Leonardo sentia escorrer os livros ao chão, a estante aliviada, as capas abertas, ouvindo apenas o arfar satisfeito da realização dos amantes. Ela no colo dele, ele envolvido por ela. Ambos cercados por uma história que não caberia em nenhuma estante. Não caberia em nenhum livro. Não caberia naquela noite. Nem em mil e uma outras.

Aniversário

26/agosto/2008


Chegou em casa, cansada, após um dia inteiro de trabalho. Colocou a chave na porta e abriu. No outro lado, ele aguardava ansiosamente para saber a reação dela ao ver aquele arranjo todo. Ela já estava preparada para desabar em lágrimas ou voar no pescoço dele assim que aparecesse, mas pelo visto, ele não estava em casa. As luzes todas apagadas, silêncio absoluto, e ele escondido no quarto a esperar o momento mais oportuno.


Aniversário de casamento. Ela não entendia como ele pôde esquecer aquela data tão especial para os dois. Não mandara flores, não servira café na cama, sequer um abraço apertado seguido de parabéns. Nem mesmo uma carta, como costumava mandar nos aniversários de namoro. Nem uma música, nem um poema. Nada. Sim, ela estava prestes a desabar. Só se ouvia o som de seus suspiros, cada vez mais profundos. Não tinha forças para ligar a televisão ou caminhar até a cozinha para comer alguma coisa. Seu estado era de torpor. Um esquecimento desses era brutal pra uma mulher romântica, acostumada com tantos mimos. Começava a pensar o que tinha feito de errado, se ele ainda a amava. Será que estava sendo traída? Passava de tudo por aquela cabeça aflita.


No quarto, ele já estava cansado de esperar, mas não desistia de sua idéia inicial. Cada minuto parecia levar séculos para passar e nada dela aparecia à porta. Não conseguia ver nem sua sombra, afinal, não existiam luzes fora do quarto. A porta entreaberta não deixava escapar a luz das velas postadas sobre mesa. O champanhe estava bem gelado, mas a comida estava esfriando. Se ela não entrasse logo, ele precisaria mudar os planos.


Ele contava com a sorte. Começava a ouvir passos lentos e, atento, preparava os detalhes finais que precisavam ser finalizados na hora. Quando viu a mão dela sobre a maçaneta, apertou o botão que dava início a uma sessão nostálgica de músicas românticas. Olhando as estrelas... nada no espaço... fica parado... no lugar...



Sem conseguir respirar direito, assustada com o som que surgira de repente, parou diante da porta levando alguns segundos (eternos) para avançar porta adentro. Foi quando viu seu quarto decorado, os pequenos detalhes da mesa cujo castiçal imponente servia a luz das velas à refeição meticulosamente planejada, as cortinas novas, que davam um clima todo especial para o ambiente, e sentiu as lágrimas que corriam sobre seu rosto. Sentia como se cada lágrima percorresse todo seu corpo deixando as pernas trêmulas. Tinha borboletas no estômago.


Como num passe de mágica, ele apareceu e a tocou suavemente, segurando sua cintura e aproximando a boca de seu pescoço gentilmente despido. Aquele era o aroma do amor, que contagiava o quarto e acendia a paixão entre homem e mulher. As curvas do corpo dela, acariciadas com todo o carinho e toda volúpia que se pode imaginar, saltavam em forma de sombra nas paredes (parece que até elas, as paredes, queriam participar desse momento mágico).


Colocando uma das mãos atrás da cabeça dele, fazia com que se aproximasse ainda mais de seu semblante, marcado pela emoção. Ele percorria a pele dela, cobrindo-a de beijos e carícias até o instante em que ela não resistiu. Virou-se com vigor e beijaram-se como se fossem amantes de primeira viagem, lançando-se um ao outro com o ímpeto que só a paixão proporciona. Um fogo, vindo do corpo, complementando o outro que está na alma.


Nenhum deles conseguia lembrar da comida esfriando ou do champanhe esquentando. Caíram em seu próprio leito com a delicadeza de quem dança a mais formosa das danças. Olharam-se nos olhos e viram um no outro o céu estrelado de seu primeiro encontro. Mergulharam intensamente nos seus próprios sabores e se permitiram levar, voluptuosos, ao mundo já conhecido de seus prazeres, no qual sempre encontram recantos incógnitos para explorar.

Fissura

Era como todas as noites. Ele chegava cansado, ela já estava na cama. A tevê ligada mostrava os sinais de uma rotina. Ele deitou com cuidado para não acordá-la. Assim que levantou as cobertas, ela virou-se. Vestia uma lingerie preta e estrategicamente escolhida para que a meia luz da tevê mostrasse apenas o essencial. Levantou-se, encarou o então imóvel namorado. “Muito cansado pra mim?”.

Começou pelos pés. Sabia que ele sentia arrepios neles e mesmo que aquela fosse a parte que mais detestava em todas as pessoas, o pé dele era lindo. Fez alguns carinhos, aproximou-se e deixou que o pé dele percorresse seu corpo enquanto as mãos chegavam à barriga. Quando passou, sentiu o olhar de clemência. Ela sabia que ele queria que ela parasse ali.

Olhares diziam mais do que qualquer palavra ousasse representar. O silêncio era cheio de sensações e calores. Ela insinuava-se, enquanto ele se mantinha imóvel. Fez com que cada pedaço da pele dele se arrepiasse. Não deixou que ele tocasse nela. Arrancou suas roupas mínimas com suas próprias mãos, deixando a nudez simples e a meia luz fazer com que ele perdesse ainda mais o pouco de controle que ainda tinha.

Deitou-se nele. Encarou-o nos olhos. Deixou que seus lábios tocassem os dele, sem sequer insinuar um beijo. Ele tentou segura-la pela cintura. Ela juntou as duas mãos em cima da cabeça dele. Fuzilou seus olhos e ele entendeu. Largou calmamente, sentindo vir do corpo dele um calor que fazia com que ambos suassem.

Devagar, beijou-lhe suavemente a nuca sem pressa. Colocou a mão embaixo da cama sem que ele percebesse. Deslizou sobre a pele dele com as mãos geladas e em meio a expressões de susto e o arrepio da pele dele, repentinamente parou. Dois segundos de cumplicidade e ele toma o controle da situação.

- Gostou da surpresa, amor?
- Lógico. Boa noite, baby – virou para o lado.

Sofia fez uma nota mental de nunca mais tentar agradar aos homens com roupas, carinhos e sensações especiais. Depois apagou. Afinal de contas, os homens nunca entendiam que elas faziam tudo aquilo pelo seu próprio prazer.