quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Joe, o Cara

02/10/06

Anne tinha a fama de ser a melhor chupada do estúdio. Depois de catar entre conversas de banheiro uns comentários sobre o assunto, decidi tirar a limpo.

Diziam que ela não era tão fácil assim. Mas eu não me preocupei. Afinal, eu sou Joe. E não me autodenomino Joe Balanoglossus à toa. Para os que nunca se preocuparam em procurar uma alcunha digna do seu cacete, o Balanoglossus é um verme gigante de um metro que vive enterrado na areia.

Procurei Anne numa tarde de trabalho normal. Ela era secretária de um dos figurões da empresa, que já devia ter comido ela de todos os jeitos. O cara não estava, então entrei na sala.

Ela me olhou com cara de surpresa. Não era gostosa como as atrizes top de linha, mas tinha aquela cara que você olha de longe e fala: "é boqueteira".

Cheguei do lado dela, ainda sentada na cadeira, e abri meu zíper. Botei Big Joe para fora. Ela arregalou os olhos, depois arreganhou os lábios. E caiu de boca, sofregamente, como se meu pau fosse um delicioso picolé com recheio de leite condensado.

Não era bem leite condensado, mas veio logo, tamanha foi a força que ela aplicava. Gozei na boca dela, sem avisar. Ela engoliu, parecendo adorar, e buscou até a última gota com a língua. Fechei a calça e saí fora.

Mais tarde, no apartamento, tomando minhas doses triplas de toda noite, fiquei relembrando a cena. Tinha um pedaço de papel com uma caneta sobre a mesa, que a empregada usava para anotar recados. Peguei-o e comecei a escrever.

"Com a boca se abrindo
Chupou-me como louca
E com o cacete reluzindo
Lambeu-lhe toda porra"

Fiquei encantado com minha capacidade poética. Decidi ligar para Rachel e lhe dizer que queria lançar um livro de poesias. Ela não gostou de ser acordada, odiou quando soube que era eu, e ficou profundamente enojada quando declamei-lhe minha obra. Disse que, se eu queria comê-la, não seria daquele jeito que chegaria lá.

Demorei um pouco para convencê-la de que era sério, e passou de profundamente enojada a completamente horrorizada. Perguntou enraivecida se eu queira jogar minha imagem e carreira fora desse jeito estúpido. Respondi que sim e desliguei. Em cinco segundos o telefone tocou e era ela, dizendo que não ia deixar todo seu trabalho ir por água abaixo porque eu era um idiota. Perguntei então se ela toparia trepar comigo para não perder sua maior fonte de renda, e ela se despediu me mandando tomar no cu e dizendo que "louca" e "porra" era uma rima péssima.

Acabei de entornar minhas doses, relendo as linhas e pensando no meu livro, Como o usual, dormi bêbado no sofá. Quando acordei no outro dia, reli o papel, amassei e joguei fora. Realmente, a rima não era tão boa assim.

4 comentários:

Félix B. Rosumek disse...

mais historinhas do Joe em www.santuariodosdelirios.blogspot.com

fabioricardo disse...

filho da puta!
roubou o lugar do Fred!

Cris Costa disse...

Félix,
O que dizer do seu texto??? Só podia ser seu, tamanha coragem...O Joe é muito "cara de pau". Ainda bem que ele notou que a rima não ficou tão boa ;-)
Parabéns!!

Floriano disse...

PORRA, FÉLIX!
ahahhahahh