sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Noiva

Depilou as pernas cuidadosamente. Fez o mesmo embaixo do braço. Penteou os cabelos para trás e prendeu com um grampo. Colocou a meia calça branca, e a prendeu com um laço branco no topo da coxa esquerda. Vestiu a lingerie sexy, também toda branca, comprada especialmente para a noite de núpcias. A cinta liga, o espartilho, tudo meticulosamente bem cuidado.

Olhou-se no espelho e se maquiou. Maquiagem prata, para combinar com a ocasião. Casamento é uma só vez na vida, a noiva precisava estar impecável. Abriu o armário e perdeu-se olhando para o belíssimo vestido. Vestiu-o e sentiu que ficava meio apertado, justo demais. Mesmo assim, não perderia o glamour por nada nesse mundo.

Teve alguma dificuldade em subir no salto alto, e para colocar o véu sem usar ajuda de ninguém. Estava deslumbrante. Não existia nenhuma noiva mais bonita, para seus olhos.

Passou o batom vermelho e deu uma volta olhando-se no espelho, quando percebeu que alguém abria a porta, que havia esquecido de trancar.

- Nelson, o que é isso?

Glorinha soluçava enquanto corria pelas escadas, apavorada com a cena que acabara de ver. Nelson tentou correr atrás dela, para explicar que era tudo um mal entendido, mas não conseguia correr por causa dos saltos. Nunca ninguém soube o motivo de o casamento entre Glorinha e Nelson ser cancelado naquela noite.

5 comentários:

Nanee disse...

Por contos assim que esse é meu gênero preferido. =]

Félix B. Rosumek disse...

nas primeiras palavras eu já me liguei que era um cara. possivelmente por lembrar do conto da conhecedora de homens, o estilo de narrativa no começo é bem semelhante. mas é só um comentário, não uma crítica. o texto ficou legal.

lyani disse...

Duelistas,
Desculpe usar o comentário de um texto, mas queria dizer que deixei um presente, um troféu lá no meu blog pra vcs!
Vcs merecem :D
bjosss

Lori e Elisandra disse...

Adorei.....srsrsrs.....pobre noiva....srsrsr.....bjus elis

Labes disse...

Forte. E tem uma comicidade ali que não faz rir, o que também é bom. Bom texto!