terça-feira, 11 de março de 2008

Em-fim!

Thiago Floriano
07/fevereiro/2008

cede-me o fôlego
que ora me tomas
procura o outro
se é brasa ou chamas
um novo lado
para o todo abstrato

sem sede, sem fome
enrijeço calado
e nada me toca
insensível o tato
outrora estivera em caminho ousado
não vira que a terra, carne consome
perdera mormente sentidos, de fato
mas a consciência também se desfoca

se vou pr’outro lado
já não te percebo
não tenho nenhum elixir encantado
talvez uma água tomo, placebo
mas nem absorve este corpo inerte
somente idéias à mente compete

devolve-me o fôlego
ó, certeza ingrata
se ficas na espreita
és vil e poderosa
deixa-me ir dessa vida barata
num simples regresso de passo trôpego
a partida se faz, ao menos, honrosa
percebo uma história de glória já feita

e volto anuente à singela nulidade
de minha própria finitude...
... mais nada

5 comentários:

Cassiane Schmidt disse...

Oi Thiago,

Parabéns pelo texto, gostei muito.
Adorei o tema da vez "Morte"; Escrevi alguns dias um texto refletindo esse assunto,sobre o anjo chamado morte, que não sabemos a hora em que vai segurar a nossa mão. Se quiser ler esta no arquivo do meu Blogue!

Abraços e muito sucesso aqui no Duelo dos Escritores.

(>¨<)

Vivi disse...

È a consciência da morte é tão nebulosa...
O texto é fabuloso.
Abraços

Fátima Venutti disse...

Diz o ditado: Filho de peixe... peixinho é...
Esse "menino" tem muita "bala na agulha"... E para nós, os leitores, isso é "bão" demais...

MARAVILHOSO!

Fátima Venutti
Escritora

Fábio Ricardo disse...

Bom demais... o final tbm foi com chave de ouro. Olhó o Shakespeare do porto atacando novamente...

Rodrigo Oliveira disse...

ainda me perco um pouco em versos curtos com pouca pontuação. mas curti. o tinal em especial. só faltou um Horácio ali eheheh